Dicas para pais sobre segurança na web

A internet ampliou as fronteiras, embaralhou responsabilidades e hoje pais e professores questionam de quem é a tarefa de ensinar crianças e adolescentes a se proteger dos perigos digitais. Especialistas recomendam que todos trabalhem juntos  para ensinar a navegar com segurança, sem infringir regras e nem invadir o espaço do outro.

No Colégio Notre Dame-Recreio, o especialista em web, José Alessandro, um dos autores da cartilha para os pais ‘O Virtual e o Real’, fez um alerta aos familiares. Ele dá dicas para utilizar de forma ética, segura e legal as ferramentas tecnológicas e as informações advindas da era digital.

Para José Alessandro, é preciso um trabalho de conscientização para que a nova geração possa enfrentar os perigos da rede e o diálogo entre responsáveis, professores e alunos é fundamental. E tudo começa com o gerenciamento dos tablets, smartphones e computadores utilizados por menores de idade. Ele destaca o diálogo como o melhor caminho para a gestão dessa relação.

O especialista ainda lembra que tudo o que acontece na rede está sujeito as mesmas leis que regulam a vida fora dela e atenta para a responsabilidade do usuário, já que o ‘anonimato total’ não existe na internet, independente de senhas, ‘IPs’ falsos e qualquer outro recurso tecnológico que garanta manter a privacidade do usuário. O especialista chama atenção também para a superexposição e uso excessivo da internet e aplicativos (WhatsApp, Facebook, instagram) e conteúdos divulgados, especialmente postagem de fotos e rotinas.

“O espaço virtual misturou as responsabilidades e na internet, é mais difícil determinar de quem é a posse do território onde os conflitos acontecem. Várias situações podem se transformar em risco’, alerta Alessandro.

Dicas para os pais orientarem os filhos:

* Imagem – Uma vez enviada para Internet, uma imagem pode ser reproduzida ou reenviada a outras pessoas infinitamente, seja qual for a forma de transmissão. Não faça nem deixe fazer imagens comprometedoras. Explique a importância de prezar pela integridade moral, de zelar por sua imagem deixando-os à vontade para conversar, caso algo indesejado aconteça.
* Respeito – O princípio do “não faça com o outro o que não quer que façam consigo” também vale para os  relacionamentos offline. Ter cuidado com o outro da mesma forma que gostaria de ser cuidado é um bom princípio a ser trabalhado e vale lembrar que um usuário da Internet está sujeito às mesmas leis existentes fora dela. Ao causar dano a alguém, é necessário que o responsável pelo mal cometido repare, civilmente, a vítima pelo ato ilícito cometido.
* Privacidade –  O perigo de divulgar informações importantes na web, mesmo que seja somente a amigos. Explique a importância das informações sobre dados pessoais da família, incluindo dele próprio, a rotina da casa, poder aquisitivo e bens materiais.
* Exageros – Nem tudo é bullying. Às vezes, são apenas relacionamentos se ajustando ou simples processos de socialização de jovens e nem toda discussão ou polêmica deve ser intermediada por um adulto. Muitas vezes faz parte da trajetória que é somente deles.
* Resolvendo problemas – Ensine seu filho a não resolver seus problemas com posturas agressivas. Explique sobre a importância de não ceder ao comportamento agressivo dos outros – online* ou offline*.
* Alerta – Procure saber com quem ele se relaciona e como é o seu comportamento na escola – online* ou offline*. É importante encarar as coisas que incomodam ou que pareçam inadequadas. Esteja atento a qualquer mudança de comportamento. Se notar algo diferente e que possa ter sido ocasionado por algum tipo de agressão, recorra a ajuda de um especialista.
* Responsabilidade – Ter cuidado com compartilhamento de notícias falsas.
* Proibido – Não se deve enviar fotos, vídeos e mensagens com conteúdo sensual, nem postado na Internet, pois é provável que pessoas desconhecidas consigam acessá-lo. Oriente a não ligar a webcam* para qualquer pessoa. A câmera deverá permanecer sempre desligada quando não estiver sendo utilizada.
* Cuidado – Ressalte que é preciso pensar bem antes de colocar informações na Internet. Depois de postar algo, dificilmente conseguirá apagar o conteúdo por completo. Oriente a nunca divulgar a sua localização, a nunca marcar encontros com desconhecidos e a não se permitir ser filmado por estranhos
* Lei – Converse sobre direitos autorais e explique que copiar conteúdos da Internet pode ser ato de plágio ou pirataria e que configura um crime.

* Regras – Controle o tempo de uso de eletrônicos (computador, tablet*, smartphone*, videogame). O uso excessivo de Internet pode prejudicar o desempenho físico e psicológico.
* E-mails – Ensine-o a ter cuidado com emails* e mensagens falsas recebidas usualmente sob forma de comunicados bancários, solicitação de atualizações cadastrais, prêmios e notas fiscais inexistentes, orçamentos e boletos de pagamento fictícios
* Exemplo – Observe o uso que você faz da Internet e lembre-se de que você é exemplo para o seu filho.
* Controle – Configure o “Controle para pais”, disponibilizado em alguns sistemas para tentar evitar que seu filho tenha acesso a conteúdos indevidos nos computadores.

Assessoria

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