Trem do Samba chega a  22ª edição

A 22ª Edição do Trem do Samba acontece neste sábado (2). O evento faz parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro e Celebra o Dia Nacional do Samba com uma viagem de trem da Central do Brasil ao bairro de Oswaldo Cruz, considerado o berço do samba carioca, localizado na região da Grande Madureira, subúrbio da cidade. Além disso, é uma grande oportunidade de promover a valorização do patrimônio imaterial da região. A festa conta com um palco principal montado na Estação de Trem Central do Brasil, além de outros três situados no bairro de Oswaldo Cruz.

O evento, idealizado pelo artista Marquinhos de Oswaldo Cruz, este ano, homenageia o Tambor, como instrumento que promove a comunicação entre as gerações, a ancestralidade, além de interagir com diversas culturas. A expectativa de público é de aproximadamente 120 mil pessoas. A festa, que é gratuita, emprega anualmente cerca de 1.500 trabalhadores, promove o aquecimento do comércio local e arrecada alimentos não perecíveis, que são distribuídos para diversas instituições de caridade. Em média, são arrecadadas 2,5 toneladas de alimentos em cada edição do Trem do Samba.

Renomados artistas do samba nacional já confirmaram presença, como: Tia Surica, Monarco, Wilson Moreira, Noca da Portela, Dominguinhos do Estácio, Dorina, Osmar do Breque, Mauro Diniz, Marquinhos Diniz, Baianinho, Ernesto Pires e muitos outros, dentre os quais, as mais renomadas e tradicionais Velhas Guardas das Escolas de Samba Cariocas.

 

Prepare-se para a diversão

No dia primeiro será feita uma alvorada em saudação ao Dia Nacional do Samba, meia-noite em Oswaldo Cruz, dando início às comemorações.

A festa do samba terá início no dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, a Central do Brasil e também Oswaldo Cruz, se transformam para receber o grande evento, a partir das 13h. No Palco Almir Guineto, na Central, artistas como Osmar do Breque, Tantinho da Mangueira e Wilson Moreira, entre outros e as Velhas Guardas da Portela, Mangueira, Salgueiro, Império e Vila Isabel se revezam até às 19h.

Siga o trem

O acontecimento mais esperado da festa ocorre a partir das 18h04, mesmo horário em que Paulo da Portela seguia para Oswaldo Cruz, há 80 anos, com seus companheiros de samba batucando e cantando nos trens. Todos são convidados a participar desta viagem que conta com cinco composições ferroviárias completas, fornecidas e operadas pela SuperVia; quatro delas, compostas por oito carros cada, destinadas aos participantes da festa e uma disponibilizada para as Velhas Guardas das Escolas de Samba, unidas nesta grande comemoração. Para embarcar nesse Trem, basta contribuir com 1kg de alimento não perecível, trocado por bilhete, na própria estação da Central do Brasil, no dia do evento, a partir das 12h. Esses alimentos arrecadados serão destinados a entidades de apoio a pessoas carentes, através de parceria com o Banco Rio de Alimentos, que promove essa distribuição.

Durante o trajeto, dentro de cada um dos carros e de cada uma das composições, diversos sambistas estarão conduzindo rodas de samba e fazendo a festa com o público, que embarcará na viagem até o bairro considerado Berço do Samba Carioca. Cinco Velhas Guardas e 32 rodas de samba garantirão grandes shows e muita festa, no interior das composições.

Destino final

Em Oswaldo Cruz, todos desembarcarão das respectivas composições e 14 rodas de samba seguirão para bares de referência do bairro e os demais poderão desfrutar das atrações dos três palcos montados em diferentes pontos do bairro, sendo eles: Palco Mestre Pirulito, na Praça Paulo da Portela, Palco Wilson das Neves, na Rua João Vicente, e Palco Mestre Trambique, na Rua Átila da Silveira. Tudo isso, ao som de sambas que vão dos mais consagrados aos mais recentes. A festa não tem hora para acabar e todos são bem vindos!

Um pouco de história

O evento, além de fazer parte do calendário oficial da Cidade do Rio de Janeiro e tem como idealizador e mentor o músico Marquinhos de Oswaldo Cruz, que se inspira na viagem que Paulo Benjamin de Oliveira, mais conhecido como Paulo da Portela, fazia, no início do século passado, como forma de fugir da repressão aos sambistas que acontecia à época.

A história conta que nessa época, os sambistas eram proibidos de mostrar sua música em público e buscavam refúgio nas casas de famílias do subúrbio carioca. Paulo da Portela e outros músicos iam, então, fazendo samba da região Central do Rio rumo ao subúrbio, com destino à Oswaldo Cruz.

Cerca de 80 anos depois, o sambista, cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, cujas raízes estão ligadas ao bairro que é o berço do samba e abriga agremiações, como a Portela e Império, idealizou o Trem do Samba, e há 22 anos vem tocando este projeto com a colaboração de diversos parceiros.

Além de toda festa em homenagem e celebração ao Dia Nacional do Samba, ao próprio samba e à cultura carioca, o evento que gera diversos empregos, também promove a captação de alimentos em prol de instituições de caridade e se traduz em uma grande oportunidade de promover a responsabilidade social e gerar benefícios diretos à sociedade carioca.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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