Nova CPI em Mesquita apura denúncia grave

Mesmo sem uma unidade de saúde com serviços 24h, a Prefeitura de Mesquita vem efetuando pagamento de adicional noturno para alguns médicos do município, somando um salário de mais de R$46 mil por mês para um deles. A denúncia foi protocolada na Câmara Municipal de Mesquita por um cidadão e resultou na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as informações, em sessão extraordinária nesta terça-feira (16).

A denúncia de número 014/18 foi protocolada na Câmara de Mesquita no último dia 9 de janeiro e relata algumas divergências no contrato de prestação de serviços da Cooperativa Central de Trabalho (COOPTRAB) com a Prefeitura, destacando o valor de saláris de médicos do município, que estão entre R$15 mil a R$46 mil.

“A Unidade Mista de Saúde Mário Bento, localizada no bairro Jacutinga, a única do município que oferecia atendimento de emergência 24h, está fechada. Nossa função é fiscalizar o motivo de ter médicos recebendo mais de R$40 mil por mês se o local não presta atendimento”, destacou o vereador Professor Max, que é relator da CPI.

Nesta terça-feira (16), foi definido que os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final da Câmara de Mesquita, vereadores Vandinho da Gráfica (presidente), Professor Max (relator) e Roberto Emídio (membro), vão fazer parte da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai apurar as denúncias de irregularidades. Normalmente, as CPIs duram por 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais 60 dias.

Os próximos passos da CPI serão ouvir as pessoas envolvidas, requisitar documentos e, no final, se procedente a denúncia, o resultado será encaminhado ao Ministério Público Estadual para exame e adoção das providências devidas.

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