Verão exige atenção redobrada com a pele

Proteger a pele contra os raios solares é fundamental durante todas as estações do ano, mas é no verão que esses cuidados precisam ser redobrados. As temperaturas mais elevadas e os dias mais claros são verdadeiros convites para atividades e passeios ao ar livre, aumentando, consequentemente, a exposição ao sol, assim como o risco de queimaduras, o envelhecimento precoce e até mesmo o surgimento do câncer de pele.

A exposição solar é o principal fator ambiental para o desenvolvimento desse tipo de tumor, tanto melanoma quanto não melanoma. “A exposição solar intensa e intermitente parece trazer maior risco que a exposição contínua e cumulativa, sendo também maior o risco da exposição solar na infância e adolescência”, aponta a oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or, Drª Andreia de Melo.

“Apesar da divulgação sobre a importância do uso do filtro solar, observa-se que a população não se protege do sol como deveria, por isso é fundamental a conscientização de que medidas simples de proteção podem evitar a maioria dos casos de câncer de pele”, é o que diz a dermatologista do Hospital Oeste D’Or, Valéria Stagi. Segundo ela, visitas periódicas a especialistas – para avaliação e acompanhamento – também fazem parte desses cuidados. Estudos indicam que quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele tem mais de 90% de chances de cura.

“São grandes as chances de cura para os tumores de pele se descoberto no início. Manchas, bolinhas que sangram facilmente, feridas que não cicatrizam, crescimento ou aparecimento de pintas são os principais sintomas da doença. É recomendado que um dermatologista seja procurado imediatamente após a identificação destes sinais”, alerta a dermatologista.

Novos tratamentos 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer de pele é o tipo de tumor de maior incidência no Brasil – a cada ano, 176 mil casos são diagnosticados. Contudo, especialistas destacam os avanços no tratamento, principalmente em estágios avançados, como é a proposta da imunoterapia, e reforçam a importância da prevenção.

Andreia de Melo, do Grupo Oncologia D’Or, afirma que novos medicamentos estimulam o sistema imunológico do paciente a identificar e extinguir as células do câncer. “Nosso sistema imunológico é capaz de reconhecer células normais do corpo, o que é essencial para que não sejam destruídas. Ele faz isso utilizando pontos de verificação, que são moléculas que precisam ser ligadas (ou desligadas) para iniciar a resposta imune. As células do melanoma podem ‘aprender’ a utilizar estes pontos de checagem para evitar a sua destruição pelas células de defesa. Estas novas drogas agem sobre estes mesmos pontos, com resultados promissores”, explica.

A oncologista reforça que existem inúmeras terapias em desenvolvimento – envolvendo imunoterapia – que poderão ser encontradas no país nos próximos anos. “Podemos citar a manipulação gênica de células de defesa retiradas do próprio indivíduo para serem, depois, reinfundidas com um maior potencial de defesa contra as células tumorais”, finaliza.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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